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segunda-feira, maio 29, 2006

“Superman" na F1

Red Bull continua com a tradição de promover nos seus carros, os grandes sucessos de Hollywood

A equipa austríaca Red Bull continua a fazer da F1, um lugar para promoção das grandes estreias de Hollywood. No GP do Mónaco realizado ontem nas ruas do Principado, o público foi mais uma vez surpreendido com a promoção do filme "O Regresso do Super-Homem".





































































A tradição começou ainda na época da Jaguar, quando os monolugares exibiam imagens dos filmes "O Exterminador do Futuro 3", "Doze Homens e Um Segredo" e mais recentemente a "Guerra nas Estrelas: a Vingança dos Sith", este último já como Red Bull Racing.
















Desta vez, o destaque vai para Super-Homem onde o papel de "Clark Kent/Super-Homem" é desempenhado pelo actor Brandon Routh (embora sejam vários os candidatos - a avaliar pela foto acima), que irá acompanhar Lois Lane (Kate Bosworth), no confronto com o seu inimigo que estará a cargo de Kevin Spacey.

O filme estreará nos EUA a 30 de Junho de 2006.


sexta-feira, maio 26, 2006

Acompanhe os temas: Democracia e Web Social no blog: http://hci-u.blogspot.com/ de Bruno Júlio.

quarta-feira, maio 24, 2006










Who Wants to be a Superhero?


Stan Lee, o criador de personagens como Homem-Aranha, está a pedir a sua ajuda para chegar aos dez finalistas do reality show "Who Wants to be a Superhero?", que vai estrear nos EUA no dia 26 de julho e que pretende revelar ao mundo o próximo super-herói.

Alguma ideia em mente?

Visite:
http://www.whowantstobeasuperhero.tv/





















Entrevista "Spider Man"


Com mais de 270 milhões de dólares feitos, só nos EUA, “Spider-Man 2” conseguiu algo notável. Bater o seu próprio antecessor, não só monetariamente mas a nível de qualidade.
Em “Spider-Man 2”, Peter Parker (Tobey Maguire) é de novo confrontado com diversas dúvidas existenciais sobre a sua vida, a sua relação com Mary Jane Watson (Kirsten Dunst) e a sua condição de super-herói. As coisas seriam mais fáceis se não existisse um poderoso vilão a atormentar a cidade; "Doc Ock" (Alfred Molina). Mas não só estes os problemas que Peter Parker encontra. O seu amigo Harry (James Franco) jurou matar o Homem-Aranha, não sabendo que este não passa de Peter.
Acção, drama, comédia e romance, são estes os ingredientes fantásticos que Sam Raimi “cozinhou” de forma magistral.
Mas quem melhor que os protagonistas para falarem desta obra?

Aqui ficam as palavras de Tobey Maguire, Kirsten Dunst e Avi Arad, o mega produtor por trás desta fita..


Que tipo de preparação executaram para desenvolver as vossas personagens em “Spider-Man 2”? Foi mais fácil protagonizar este filme que o anterior?

Tobey Maguire - É a mesma personagem do primeiro filme, numa altura diferente da vida. Muito é semelhante e preparei-me para ela especialmente a partir do guião e em conversas com o Sam Raimi, o realizador. Para onde quer o Peter levar a sua vida, o que é que se passa com ele, etc. Por isso, posso dizer que em termos de preparação da personagem, a maior parte dela veio das conversas com o Sam e da leitura frequente do guião. (...)
Foi mais fácil fazer o 2º Spider-Man que o 1º. Tinha mais experiência, já conhecia a personagem, as suas relações, já tinha feito algumas das acrobacias no primeiro e isso facilitou as coisas. As condições de executar algumas delas também foram melhores; os fios que me suspendiam...etc. Depois como já tinha feito muitas daquelas coisas no 1º, este segundo foi mais relaxante e confortável de fazer. Estava mais à vontade. Obviamente que tive de treinar muito e estar em forma, mas no geral foi mais acessível. Por outro lado, filmar durante 7 meses sequências bastante curtas é complicado e exaustivo, mas tudo fizemos para que esse tempo acabasse por ser bem passado.

Kirsten Dunst - Passaram três anos desde o primeiro filme e, pessoalmente, acho que mudei muito durante esse período. Aliás, todos nós, os que trabalhamos no filme, sentíamos que a Mary Jane também tinha crescido bastante . A Mary Jane está mais madura e muito mais frontal na sua maneira de confrontar a sua relação com Peter Parker.


A personagem de Mary Jane mudou bastante do primeiro filme para o segundo. Quais os principais pontos dessa mudança?

Kirsten Dunst - Bem, no primeiro filme a Mary Jane era uma jovem muito novinha e o Peter tomou uma decisão que nitidamente afectou a relação dos dois. Parte da Mary Jane mudou devido a essa mesma decisão. Ela era suficientemente insegura para ter de mudar após estes factos e neste segundo episódio ela aparece mais desafiante em relação ao Peter. Aceitou a sua decisão mas confronta-o com ela, é muito mais exigente.

Tobey, qual é a essência de Peter Parker e como abordaste a personagem?

Tobey Maguire - Como já disse, eu preparei-me muito antes do primeiro filme. Trabalhei com o Sam, li os primeiros quatro anos da banda desenhada e li esse período particular da história pois o Sam é um fervoroso fã. Como tal, achei que devia me esforçar ao máximo.
É complicado dizer como abordei a personagem. Eu não tenho nenhum truque, nem o Peter é como um cão que quer ser amado e respeitado, não é só isso. O Peter é um homem multi-dimensional. Por isso trabalhei muito a personagem, como já disse, a ler o guião vezes sem conta e discutindo a personagem com a Kirsten (Dunst), o James (Franco) e o Alfred (Molina). Esta aproximação (à personagem) não foi feita de forma objectiva pois estou tão dentro dela que, analiticamente falando, ela só poderia ser bastante pessoal. E assim saiu a personagem.


Como estiveram tanto tempo na pele das vossas personagens, por vezes não actuaram no dia-a-dia como elas, ou seja, não tiveram nenhuma crise de identidade? (risos)

Tobey Maguire - Ainda estou a recuperar. (risos)
Ele (Peter) está a chegar a uma idade em que se questiona de imensas coisas com que qualquer um de nós se identifica. Eu próprio me identifico com muitas dessas questões como: “Quem sou eu”, “Qual o sentido da minha vida”, “Será que faço as escolhas certas”. De qualquer maneira o Peter está num local diferente e em diferentes circunstâncias. Eu não me isolo tanto como ele e não tenho, naturalmente, tantos conflitos interiores como ele tem.


O Tobey recentemente afirmou que lhe parecia incrível que um filme fizesse tanto dinheiro em apenas 3 dias nos EUA (como “Spider-Man 2” fez). Disse isso porquê?

Tobey Maguire - Bem...é absolutamente incrível para mim fazer parte de um projecto que faz assim tanto dinheiro em tão pouco tempo. Lembro-me de há uns anos, antes de sair o primeiro Spider-Man, de ver as notícias e constatar que Harry Potter tinha feito 90 milhões de dólares no fim-de-semana de estreia. Só pensei... wow (...) é de loucos, é fantástico. Ainda por cima estava a filmar o primeiro filme. Na altura não pensava que uma película em que participasse pudesse fazer tanto dinheiro. É incrível (risos).

A vossa vida mudou muito desde que participaram em Spider-Man. Passaram a ser conhecidos em todo o lado e passaram de actores de primeira linha para actores super-estrelas. Como viveram pessoalmente essas mudanças?

Kirsten Dunst - A mim mudou bastante pois tenho consciência que muitas pessoas vão ver alguns filmes meus - por causa do meu papel em Spider-Man- que provavelmente não veriam caso eu não tivesse participado nesta saga. Sinto assim uma nova responsabilidade e um poder.

Tobey Maguire - A forma como a questão foi colocada pareceu-me mais do género “eu passei de bom actor a super-estrela (...) ou seja... já não sou um bom actor? (risos)”.
Bem é um pouco como a Kirsten disse, abriram-se novas oportunidades na indústria do cinema. É difícil dizer os efeitos exactos deste facto, mas sem dúvida que me dá mais reconhecimento e muito mais chances para certos papeis, o que é óptimo. Para além disso tenho muito orgulho nesta saga, especialmente este filme que acho fantástico e fico feliz em viajar por todo o mundo, promovendo um filme que acho realmente bom.


Gostava de saber quantos mais Spider-Man estão programados e se o elenco se mantém?

Kirsten Dunst - Nós vamos fazer um terceiro filme de certeza absoluta.

Tobey Maguire - Vamos fazer um terceiro filme mas esta é uma questão que deve ser melhor respondida pelo Avi, o homem forte por trás do Universo Marvel e de Spider-Man. E é uma resposta difícil de responder.

Avi Arad - O terceiro Spider-Man vai ser lançado em Maio de 2007 e esperamos que seja uma boa experiência como foram o 1º e 2º episódios da saga. Estamos felizes por ter o Tobey e a Kirsten de volta, temos uma boa história para contar e só depois pensamos no que virá, mas sem estes dois actores será muito difícil continuar.

Como será o 3º Spider-Man? Voltaremos a ver o Tobey Maguire em papeis de filmes independentes como “Cider House Rules”, ou vais combinar os dois tipos de cinema: mega produções e pequenas produções?

Tobey Maguire - Eu não escolho os filmes baseado no orçamento, tamanho da produção, marketing, quantas pessoas vão ver o filme. A minha decisão está mais ligada aquilo que acho do guião, se admiro o realizador e, ligado a isso, a paixão que ele tem pelo filme. Claro que também conta a paixão que eu também possa vir a ter. Nesse aspecto eu sinto o mesmo em relação a “Spider-Man”, “Cider House Rules” ou “Ice Storm”. Eu acreditava que com a equipa que se reuniu para fazer esta obra, se conseguiria fazer um trabalho muito pessoal, numa escala muito maior. Uma das coisas que realmente amo no cinema é poder fazer uma obra mediática como esta e ao mesmo tempo bastante pessoal. Fiquei muito contente por sentir isso neste filme.
Para além disso quero fazer todo o tipo de filmes. Pequenos, grandes, médios, filmes de terror, comédias, romances, dramas, o que calhar. Eu não discrimino desde que sinta a paixão pela obra como senti com “Spider-Man”


Avi, se tivesses de escolher entre ter mais óscares que o Titanic e fazer mais dinheiro que o mesmo, que escolhia?

Avi Arad - Boa questão (risos). Nós queremos tudo (risos). Primeiro quisemos fazer um filme melhor que o primeiro, que o elenco e equipa técnica se mantivesse e que todos aumentassem a “parada”. Se o filme não fosse tão bom como é, esta questão nem se colocava. Felizmente tivemos muito público e boas críticas, o que é recompensador para todo o trabalho que executamos. Em Fevereiro logo vemos se a Academia nos reconhece ou não, mas vai ser divertido de qualquer maneira.


Por: Jorge C. Pereira, no Press Junket em Madrid do filme “Spider-Man”

Fonte: http://www.c7nema.net

terça-feira, maio 23, 2006

X-Men: O Confronto Final
Título Original: X-Men: The Last Stand

Estreia a 25 Maio 2006 em Portugal.
________________________________________
Realizador: Brett Ratner
Actores:
» Patrick Stewart
» Hugh Jackman
» Ian McKellen
» Halle Berry
» Anna Paquin

Ano: 2006
Género: Acção / Aventura / Ficção Ciêntífica
Distribuidora: Castello Lopes
País de Origem: EUA

http://ludologia.blogs.ca.ua.pt

Foi hoje inaugurado o novo blog de LUDOLOGIA.
Participe!

http://ludologia.blogs.ca.ua.pt





















Marvel vs DC Comics

Fonte: http://www.c7nema.ws/bd97/


Duas das maiores empresas de BD nas terras do Tio Sam: a DC Comics, casa do Super-Homem e a Marvel, onde o Homem-Aranha se balanceia. Não nos parece novidade nenhuma avisar-lhe que existe uma rivalidade (hoje em dia amigável) entre estas duas editoras. Há vários anos que as duas se confrontam para provar quem tem os melhores personagens, qual a mais diversificada, qual a mais adulta, em suma, qual é que nos oferece a melhor BD.José Castello Branco pela DC Comics e Alberto Cidraes pela Marvel vão tentar dar-vos uma pequena e pessoal impressão.

Os personagens

DC Comics: São parte do repertório da DC a maior parte dos personagens mais emblemáticos e arquetípicos do universo da BD americana em geral e dos super-heróis em particular. Quem nunca ouviu falar do Super-Homem? Perguntem a uma senhora de idade de um qualquer canto do mundo e, independentemente de saber que ele se chama Clark Kent e que vive em Metrópolis, de certeza que já ouviu falar do Super-Homem. Inclusive este personagem faz já parte do vernáculo que utilizamos no nosso dia-a-dia. Quem nunca disse “Não sou nenhum Super-Homem!”.Harlan Elison, escritor de ficção científica americano, escreveu uma vez que existem 5 personagens da ficção reconhecíveis em qualquer parte do mundo: Mickey Mouse; Robin dos Bosques; Tarzan; Sherlock Homes; e o Super-Homem. E o Batman? E a Mulher-Maravilha? Muita gente os conhece. São estes os primeiros super-heróis, o sagrado triunvirato. Aqueles que inspiraram a criação de tantos outros, inclusive os da Marvel.

Mas nada disto chegaria se estes personagens não estivessem alicerçados em histórias e conceitos que ressoassem forte no imaginário colectivo. E este é um dos mais fortes factores destes personagens iconográficos. O Super-Homem vive numa cidade que reflecte a sua natureza, tal como o Batman. Metrópolis, a cidade onde habita o Super-Homem, é luminosa, futurista, reflectindo esperança. Gotham City, onde o Batman preda, e tal como o próprio nome indica, é negra, gótica e fria como um pesadelo.Por detrás de cada personagem DC existe um esforço literário e não apenas circunstancial. Toda a atmosfera que circunda os seus personagens reflecte um pouco da natureza e personalidade dos intervenientes, numa estética de “contar uma história” arrasadora e surpreendente.

Marvel: Os mais humanos dos super-heróis da BD americana foram criados pela editora Marvel. A perspectiva que norteou as primeiras criações de Stan Lee e companhia no início da década de 60, ao criarem personagens como Spider-Man, Fantastic Four, Hulk e X-Men, foi fundamentalmente criar seres fantásticos mas que partilhariam problemas e dúvidas comuns ao mais mortal dos seres.Spider-Man surge como um comum adolescente, troçado pelos seus colegas pela sua timidez e interesse pelos estudos, em particular pelas ciências. Peter Parker é um nerd, um jovem introvertido, órfão que conta apenas com o carinho dos seus “pais” adoptivos, os tios May e Ben Parker.Os Fantastic Four surgem como um grupo de aventureiros, mas ao sofrerem um acidente e posterior mutação que lhe irão conceder super-poderes, convertem-se também numa família: O casal Reed e Sue Richards, o irmão de Sue, Johnny Storm e o amigo de longa data de Reed, Ben Grimm. Os quatro amigos percorrerão os mais recônditos universos, ligados sempre pela maior e mais profunda amizade e sentido de família. Passarão a cinco elementos, com o nascimento do filho do casal Richards: Franklin.r Um jovem invisual com um desejo de vingança e uma inabalável busca pela justiça torna-se no Daredevil, um justiceiro mascarado que tudo fará para afastar o mal e a violência de outros inocentes, para que ninguém sofra a dor que ele sofreu ao ver o seu pai ser assassinado.Os X-Men representam um grupo de jovens diferentes de todos os outros desde a nascença. Não se diferenciam pelas modas, pelos ideais políticos, mas pelas diferenças adquiridas à nascença. Deles é a luta pela aceitação junto da sociedade humana e a integração de todos aqueles que, como eles, são diferentes.

A diversidade

DC Comics: Ainda que até à década de 80 a DC Comics não tenha arriscado muito e os seus personagens fossem contados por histórias muitas vezes infantis, a partir desta altura, e devido a uma nova dinâmica editorial alicerçada na necessidade de rejuvenescer, a editora arrisca com novos autores e abordagens mais adultas. Destas abordagens irão nascer algumas da BD’s mais emblemáticas da BD americana, arriscando temas mais literários, transportando a editora mais antiga dos EUA para o topo de uma atitude que se pode dizer cosmopolita: Watchmen; Sandman; Preacher; 100 Bullets. Estas são BD’s que se divorciam do universo dos super-heróis e arriscam caminhos raramente trilhados pela BD nos EUA: o misticismo; a mitologia; crime noir. Desta coragem nasceram alguns dos “imprints” (pequenas editoras dentro da grande DC) como a Vertigo, a Paradox Press, a America’s Best Comics, a Wildstorm, etc, refúgios artísticos onde a liberdade de expressão e a visão pessoal de cada autor é o mote dado para as histórias.Numa frase: a DC arrisca para fora do universo dos super-heróis.

Marvel: Também não só de super-heróis vive a Marvel. Desde a sua génese que esta editora procura estar atenta às mudanças sociais e a todas as revoluções que a sociedade moderna sofreu. Acompanhou (até hoje) 4 décadas, espelhando a vida da sociedade americana, as suas esperanças, os seus sonhos e as suas revoltas. Desde os conflitos raciais dos anos sessenta (retardados nas perseguições sociais de X-Men e no Black Power de personagens como Luke Cage); a problemática da droga (Harry Osborn, amigo de Peter Parker foi revelado como sofrendo de uma toxicodependência no início dos anos 70); a guerra do Vietnam foi crua e vivamente representada na comemorada série “The ‘Nam”; o alcoolismo de um dos elementos fundadores dos Avengers, foi abordado de uma forma séria e realista nas páginas de Iron Man; a homossexualidade é assumida em personagens (Northstar da Alpha Flight nos anos 90 e mais recentemente, Rawhide Kid, uma série no antigo Oeste, que apresentava um ícone americano, o cowboy, como indivíduo de preferências homossexuais, ganhando inclusive destaque com a cobertura noticiosa da imprensa nacional).Mas, talvez a participação mais influente e dirigida da editora Marvel, terá sido o movimento iniciado pelo seu actual Editor-Chefe, Joe Quesada, após o atentado de 11 de Setembro de 2001, no sentido de concentrar esforços de toda a comunidade de autores de BD americanos (e não só) num esforço conjunto para angariação de fundos destinados a auxiliar as famílias das vítimas dos atentados do WTC, do Pentágono e do voo da United Airlines. A acção mais imediata que partiu deste apelo chamou-se Heroes, uma revista que compilou trabalhos dos mais destacados autores da cena americana, despoletando uma série de iniciativas de outras editoras e autores e que conseguiram neste esforço conjunto angariar vários milhares de dólares de fundo de apoio.

Adaptações a outros mídia
DC Comics: É óbvio que teríamos de falar de cinema e outros mídia, ou não fosse o nosso site-mãe c7nema.net.
Os personagens da DC Comics têm tido um grande número de adaptações ao cinema e TV ao longo das décadas. Destas adaptações algumas foram realizadas com grande amor e fidelidade à essência dos personagens, como é o caso dos filmes do Super-Homem (o I e o II) e do Batman (também, e estranhamente, o I e o II) e das séries de TV Smallville (em exibição actualmente na RTP I aos Sábados pelas 15h00, e da qual contamos falar brevemente) e a famosa Mulher-Maravilha de Linda Carter (que em Portugal era chamada, erroneamente, de Super-Mulher).E estes filmes e séries têm transportado estes ícones e a BD em geral para a esfera da percepção pública. É através do Super-Homem e do Batman, reconhecíveis no mundo inteiro e fruto de conceitos “quintessenciais”, que a BD poderá sair da redoma a que muitos a condenam.Outras adaptações não terão sido realizadas com tanto amor. Mas dessas não reza a história.

Marvel:Neste momento quase não será necessário recordar que a Marvel tem personagens suas adaptadas ao cinema. Com os últimos dois anos a terem as cadeiras dos cinemas invadidas por ávidos espectadores dominados pelo entusiasmo de conhecer as aventuras dos seus personagens favoritos no grande ecrã: X-Men, Spider-Man, Daredevil, Hulk. Estes são apenas os pesos pesados, e que, já todos fomos ver ao cinema, alugámos o DVD ou nos admirámos por terem grandes directores associados à produção das suas aventuras para a 7ª arte. Ang Lee (oscarizado com o Tigre e o Dragão, realizou Hulk), Sam Raimi (realizador de culto, produziu Army of Darkness) e Bryan Singer (inovador realizador de Os Suspeitos do Costume).
Ironicamente, a personagem que lançou a vaga de personagens Marvel no cinema foi um secundário nascido num obscuro título dos anos setenta: Blade, o híbrido humano-vampiro, caçador da raça que possuiu e matou a sua mãe.Nos próximos anos podemos aguardar mais X-Men e Spider-Man, finalmente os Fantastic Four e já para o ano o violento justiceiro Punisher crivará de balas os ecrãs portugueses.Na televisão, será inesquecível a série de televisão “The Incredible Hulk” com Bill Bixby e Lou Ferrigno que foi um dos grandes êxitos da TV americana do final da década de 70, inicio de 80 e que constitui o baptismo de ecrã de personagens como Daredevil e Thor. Na área da animação televisiva, a Marvel tem sido uma constante desde os anos 60, com séries como os Avengers, Hulk, Spider-Man entre outros.

As Histórias

DC Comics: E chegamos à parte que realmente interessa: as histórias. Ainda que seja de uma enorme subjectividade, é opinião deste vosso informador que é a DC Comics que tem trazido, nos últimos anos, do melhor que se vem produzindo na BD americana. Graças a uma política editorial mais diversificada e a personagens que, aparentemente, são mais flexíveis e que apelam mais fortemente ao já referido imaginário colectivo, é da DC que vêm histórias como Fables de Bill Willingham, A Última História do Super-Homem de Alan Moore, Ronin de Frank Miller, Mulher-Maravilha de George Pérez, entre uma multitude de outras.
Inclusivé, algumas das histórias que revolucionaram a BD americana nos últimos anos (ver artigo Tudo o que precisava saber para ler BD americana?), vieram exactamente desta casa: Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons; Dark Knight Returns de Frank Miller; Sandman de Neil Gaiman; Swamp Thing de Alan Moore; Preacher de Garth Ennis e Steve Dillon; etc.E graças a uma política que a DC vem praticando há alguns anos, essas histórias podem ser adquiridas em formato livro (conhecido nos EUA como Trade Paperback), e onde qualquer pessoa poderá ler, do princípio ao fim, histórias de qualidade impar. Vá a uma qualquer loja de BD e peça um álbum da DC. Tenho a certeza que não se irá arrepender.

Marvel: È difícil escolher marcos numa editora constituída por revoluções criativas, tanto na temática como na arte, durante mais de 40 anos. Desde a sua origem que a Marvel tem apresentado verdadeiras jóias de criatividade e talento, libertando todo o potencial que os seus artistas têm para dar. Começando pelo principio: Stan Lee e Jack Kirby assombram os jovens leitores com a espectacularidade das suas histórias em Avengers, Fantastic Four e Incredible Hulk; Lee e Steve Ditko solidarizam e emocionam milhares de jovens com a problemática adolescência de Spider-Man; novamente Lee acompanhado de John Buscema mostram a corrupção e as virtudes do nosso mundo pelos olhos do alienígena Silver Surfer; Barry Windsor-Smith deslumbra os seus colegas com a arte e engenho com que cria a era hiboriana de Conan. Saltando para os anos oitenta apenas 3 nomes representam o melhor que a BD americana teve a oferecer nessa década: Chris Claremont e John Byrne nos Uncanny X-Men e Frank Miller em Daredevil.
Na última década, Jim Lee, Marc Silvestri e Whilce Portaccio nos X-Men, Todd McFarlane e Erik Larsen no Amazing Spider-Man, e Dale Keown no Incredible Hulk batem recordes de vendas de comics que já não se viam desde os anos sessenta e geraram uma nova febre pela BD nos Estados Unidos.Neste novo século, a Marvel procura diversificar a sua linha editorial, reinventando de uma forma original algumas das suas personagens (através da marca Ultimate), cria um selo editorial mais maduro, apresentando histórias que pela temática e pela crueza do grafismo das imagens se separa da linha-mãe (MAX Comics). Neste momento com autores tão conceituados como Brian Michael Bendis (Daredevil), Grant Morrison (X-Men), J Michael Straczyinski (Spider-Man) e Neil Gaiman (1602) na sua equipa, a Marvel aposta todo o seu esforço e dinamismo na qualidade criativa inerente às equipas que mês após mês colocam as revistas Marvel nas posições cimeiras do Top Ten das vendas de comics dos EUA.Também no mercado livreiro, começa agora a dar cartas, através da edição da suas melhores histórias em formato compilado, e recolhendo os clássicos do seu historial de 40 anos em edições de preço acessível, de qualidade gráfica irrepreensível e que permite a novos leitores conhecer a história da mais emblemática editora americana e a leitores veteranos recordar histórias que fizeram parte das suas primeiras experiências no mundo da BD americana.

Por Alberto Cidraes e José Castello Branco

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